sábado, 10 de novembro de 2018

Paulo de Tarso: de Saulo a Propagador do Cristianismo.


Tema do mês: Cristianismo                                                                                                 Data:  10 Novembro 18
Objetivo Formativo: Reconhecer a importância de alguns personagens biblícos na consolidação do cristianismo ao longo do tempo.
Tema da aula: Paulo de Tarso: de Saulo a Propagador do Cristianismo.                             
Objetivo da aula:  despertar a possibilidade de vir a ser melhor através das experiências de transformação de Saulo em Paulo.
Evangelizador: Wilma Maria Roberto

Saulo, Saulo por que me persegues?” “Senhor, o que queres que eu faça? “
“Ama. Trabalha. Espera. Perdoa”
“Já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim”.

A história de transformação moral de Paulo de Tarso é complexa, intensa, forte, apaixonante e cheia de lições em toda a sua etapa. Todos os personagens, os cenários, as situações são de uma riqueza intrigante que nos faz refletir sobre as nossas histórias de vida ao longo da nossa trajetória de espírito eterno.
O que seria de Saulo sem Estevão? Como seria se ele tivesse usado sua potência de amor à Moisés e aceito que Jesus era a continuidade de tudo, o próprio Messias anunciado?
Será que nos atentamos aos Estêvão, Abigail, Ananias, Áquila e Prisca, Barnabé, Pedro, Lucas, Eunice, Timóteo que aparecem nas nossas vidas?
O desafio é transmitir em 50 minutos a essência desta história de transformação espiritual possível e alcançável para todos nós que estivermos dispostos e decididos a se despojar do homem velho para nascer o novo ser.
  
Material a utilizar:
Caneta, lápis de cor, canetinha, cartolina, caixa de som.
Deixar algumas músicas tocando antes de começar a aula: Vaso Escolhido, Atitudes de Amor, A Bila
Frases de Paulo colada nas paredes da sala.
“Tudo é permitido, mas nem tudo edifica”
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo que tine”
“Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança...”
“Já não sou eu quem vivo, mas o Cristo que vive em mim”

Cartolina com um grande vaso desenhado a lápis bem clarinho e suave: vou desenhar um vaso largo na base que se afunila no topo para retratar que à medida que vamos aprimorando nossos valores morais, sentimentos e atitudes, a “porta” dos desafios vai se estreitando, exigindo mais consciência, foco, responsabilidade, determinação até que atinjamos a perfeição.

Dinâmica da aula: o vaso desenhado na cartolina representa Paulo que é o vaso escolhido por Jesus para disseminar o Evangelho. Sua vida será dividida em 4 partes a saber:
1: base será sua história de vida como Saulo, da infância, estudo, papel como juiz e defensor de Moisés
2: estrada de Damasco e encontro com Jesus Cristo,cegueira, Ananias
3: deserto e processo de transformação
4: missão, viagens, cartas e disseminação do Cristianismo

A cada etapa, focar no ponto central do que a história traz de lições para nós; pedir para os evangelizandos eleger qual frase que está colada na parede retrata o que aprendemos e qual sentimento ou virtude eles podem aprender com ela. Daí escrever no seu vaso pessoal aquele sentimento e escrever também no vaso Paulo.
Prece inicial: 03´

Incentivo Inicial: 5´
Você já pensou alguma vez que é uma pessoa especial, escolhida por Deus para realizar algo importante?
Abrir a aula fazendo este questionamento e entregando a cada um o rascunho de um vaso no papel e pedir para que eles estejam atentos às orientações que vão receber.

Desenvolvimento: 35´ Que vaso é este?
Colocar na lousa o “rascunho” do vaso dividido em 4 partes e começar a dinâmica:
Parte 1: a base Saulo de Tarso
Saulo (nome hebraico) nasceu em Tarso, capital da Cilicia, no início do séc. I da nossa Era. Ele era de uma família abastada, judaica da tribo de Benjamim. Estudou num dos colégios mais famosos da época, teve forte influência dos filósofos gregos, aprendeu a falar vários idiomas (grego, hebraico e latim) e teve como preceptor, orientador e mestre, o rabino Gamaliel.
Era um jovem bonito, musculoso, praticava a corrida de bigas; temperamento forte, orgulhoso, disciplinado e justo, defendia as leis judaicas e Moisés. Pelo seu empenho, brilhantismo e inteligência se tornou um doutor da lei do Sinédrio de Jerusalém; homem poderoso e influente.
Jesus havia sido crucificado e os cristãos passaram a ser perseguidos na região de Jerusalém. Saulo, defensor de Moisés, prende alguns integrantes da Casa do Caminho e os condena à morte; mas a pedido de Gamaliel ele liberta Paulo e Tiago, no entanto, Estevão é condenado por tê-lo vencido num discurso no sinédrio e o deixado sem argumentos em favor do Cristianismo.
Na tarde do apedrejamento, ele descobre que Estêvão era Jesiel, o irmão desaparecido da sua amada noiva Abigail e ele praticamente enlouquece de ódio, inconformismo por ter sido o causador da morte do cunhado que antes dos últimos suspiros aconselha a irmã a permanecer com o noivo que era um homem bom, justo e que apenas ainda não conhecia Jesus.
Aquele amor e perdão eram insuportáveis para Saulo que rompe com a noiva e fica ensandecido de tanta dor, vergonha e orgulho.

Parte 2: estrada de Damasco e encontro com Jesus Cristo,cegueira, Ananias
Após um tempo longe da noiva Abigail, ao visitá-la na casa onde ela tinha sido acolhida, ele a encontra moribunda, convertida ao Cristianismo por Ananias e ela morre em seus braços falando em nome de Jesus.
Ele fica praticamente cego de tanta dor, ódio, não consegue imaginar que o tal cristianimos acabara com sua vida, seus planos de casamento e amor e sai enfurecido de tristeza e indignação. Traça um plano detalhado para exterminar o tal Cristianismo, com argumentos bem pautados em defesa ao judaísmo e Moises, ele recebe aprovação e liberdade total do Sinédrio e parte rumo à Damasco para exterminar os cristãos daquela cidade, principalmente Ananias que havia convertido sua noiva.
Ao adentrar na cidade, Saulo vê um vulto, os animais param e seus soldados não entendem nada porque ele cai no chão e começa a falar sozinho.
Apenas Saulo pode ver o Mestre Nazareno e conversar com ele.
Saulo questiona: “quem és tu?”
Jesus responde: “sou eu, Jesus. Saulo, por que me persegues?”
E Jesus começa a explicar a Saulo que de nada adiantava perseguir e matar as pessoas, que a violência não era a melhor opção para um seguidor de Moisés e que ele era seu escolhido.
Eis que embevecido com aquele magnetismo de puro amor, serenidade e força desconhecidas, que Saulo simplesmente responde “Senhor, o que queres que eu faça?”
E Saulo fica cego, humilhado, inseguro; seus soldados acham que ele enlouqueceu e ele fica numa pousada humilde e pequenina por 3 dias sozinho, sem comer ou beber, aguardando a promessa de Jesus que enviaria uma pessoa para orientá-lo.
Eis que Ananias, o perseguido, lhe aparece em nome de Jesus, cura seus olhos, o leva à igreja de Antioquia onde ele vê um local humilde, sem nenhum luxo, alugado por uma moça solteira com um filho doente que vivia daquele aluguel para sustentar seu filho e inicia sua trajetória de conhecer e estudar o Cristianismo e se conhecer, se transformar.

3: deserto e processo de transformação
Saulo retorna à sua cidade para contar o que aconteceu, mas todos o entendem por louco diante de tantas perseguições, mortes e repentinamente vir com a tal história da cegueira, do encontro com  Jesus e agora dizer que Ele é o Messias.
Ninguém o acolheu, perdeu seu cargo, suas posses institucionais e materiais, seus amigos e até seus familiares o negaram. Seu pai lhe dá uma quantia em $ e ele se sente triste, abatido, desolado e procura por Gamaliel, seu mentor de toda a vida para se aconselhar. Felizmente Gamaliel era sábio e já tinha seu coração convertido ao Cristianismo e o orienta a estudar a tal Boa-Nova para que ele de fato pudesse prosseguir sua missão e trabalhar no tear, profissão que ele havia aprendido na escola de preparação.
E assim ele faz, vai para o deserto porque precisava ficar a sós com ele mesmo; compreender tudo aquilo que estava acontencendo, mergulhar profundamente nos estudos e em si mesmo.
Foi acolhido por duas almas amorosas: Áquila e Prisca, um casal cristão que se retirou para o deserto pela perseguição judaica. Ali ele aprende muito sobre Jesus, sobre convivência cristã, estuda e trabalha no tear. Ao longo do tempo, ensaia confessar quem ele realmente era, o tal perseguidor Saulo e mesmo assim, Áquila e Prisca o perdoam e o encorajam a perseverar na vida nova.
Após três anos no deserto, decide retornar à cidade e ao tentar pregar o Evangelho é perseguido. Ele decide procurar a Casa do Caminho para se acolher e é negado, pois os apóstolos temiam que fosse uma emboscada. Até que no calar da noite, Pedro decide recebê-lo e Saulo conta tudo que aconteceu nos últimos anos e Pedro decide acolhê-lo naquela noite.  

4: missão, viagens, cartas e disseminação do Cristianismo: FÉ, CARIDADE e ESPERANÇA
Desde então na Casa do Caminho, inicia uma linda história de disseminação do Evangelho de Jesus cheia de dificuldades,  provações, testemunhos, perseverança, coragem, determinação e fé.
Saulo muda seu nome hebreu para PAULO, nome latino.
Ele conhece Barnabé, uma alma boa, corajosa, cristã e juntos começam a peregrinação mundo afora. Ele ajuda os discípulos, os cristãos, aproveita do seu domínio das leis, dos idiomas, da experiência sobre administração e peregrina peregrina por diversas cidades, levando o evangelho de Jesus ao maior número de pessoas possível.
Seu espírito corajoso, determinado, seu domínio da oratório e magnetismo pessoal o ajudaram a perseverar e cumprir sua missão de vaso escolhido de Jesus de levar Sua palavra aos corações.
Viajou para diversos países incluindo Grécia, Espanha, Itália.
Sofreu de tudo: rejeição, apedrejamento, naufrágios, privações físicas, prisões, tudo em nome de Jesus Cristo. Somente após 14 anos de pregação que ele foi reconhecido e aceito pelos apóstolos da Casa do Caminho em Jerusalém.
Ele não conseguia dar conta de tantas igrejas que havia fundado, numa noite de tristeza profunda porque se sentia incapaz de atender a missão que Jesus havia lhe confiado; Ele vê Jesus que o orienta a escrever cartas orientando os cristãos no seu proceder e lhe prometeu que Estevão seria seu orientador e guia em nome dEle.  Daí ele começou a escrever a fim de otimizar seu tempo e atender as necessidades das diversas comunidades pelas quais ele já havia passado. Então ele pedia ajuda aos seus seguidores, ditava as cartas, escrevia outras. E assim transcorreram por 30 anos sob a orientação de Estêvão.

ð  Lembram de Lucas, o evangelista? Era um discípulo de Paulo, médico grego, que começa a escrever o Evangelho a pedido de Paulo que alegava que não ter tempo de vida útil para concretizar esta façanha.

Ele cumpre sua missão: apoia e leva o amor de Jesus aos corações, escreve praticamente 30% do Evangelho (dos 7.947versículos do Novo Testamento, 2.335 são de sua autoria); seguido por Lucas (27% e João (18%).

Sua despedida do mundo físico:
Na última prisão sofreu 39 açoites, conseguiu entrar em êxtase e simplesmente entrar em contato com Jesus, pois não sentia mais nada, seu espírito estava absolutamente fortalecido e em paz.
Em Éfeso se despede de João Evangelista após ser condenado à prisão. Tinha consciência de que sua vida física estava chegando ao fim após cumprir sua missão. Também escreve sua última carta à Timóteo, seu filho do coração, um jovem de 16 anos com quem nutriu relação paternal, deixando orientações para seguir adiante com uma vida de homem reto e feliz.

O soldado antes de decepar sua cabeça titubeou, não conseguiu fazê-lo diante daquele ancião, de elevada força moral que o convidava a cumprir sua tarefa.
Foi o chefe da guarda quem o fez. Mas ele já estava em paz, de coração aliviado e sensação de missão cumprida.
Ao despertar no mundo espiritual ele se sente cego novamente. E ouve passos, encontra com Ananias que vem novamente abrir seus olhos para contemplar a vida eterna. Venceu seus piores inimigos, os que habitam em nós. Ele pede para orar, para vibrar e visitar os amigos que ficaram na Terra; depois da sua visita espiritual, avistou Jesus, Abigail e Estêvão.  E Jesus lhe diz: “Sim Paulo, sê feliz, vem agora aos meus braços, pois é da vontade de meu Pai que os verdugos e os mártires se reunam para sempre no reino de Deus”.

Conclusão: 10´Eu sou o vaso escolhido
Com o vaso “Paulo” preenchido com as palavras de Paulo, lições e sentimentos de cada um de nós; que tal observar nosso vaso e pensar no meu próprio vaso? Que vaso eu quero ser (vida, oportunidades de crescer, de vir a ser melhor)?
Após eles refletirem, encerrar com a declamação da Carta aos Coríntios (começar vídeo em 1:06). 



Vaso coletivo - fim da aula
Desenho de um Evangelizando

Prece final
Aproveitar a energia da determinação, do esforço, da dedicação e do êxito de vir a ser melhor de Paulo de Tarso, vamos rogar à Jesus que fortaleça nossos melhores propósitos no bem!

Bibliografia
ü  Livro: EADE FEB Livro I, Roteiros 12-13 A conversão e missão de Paulo de Tarso, As viagens de Paulo
ü  Lítero musical com seminário de Haroldo Dutra: Paulo e Estêvão
ü  Palestra: Paulo, o apóstolo dos gentions – Palestra de Haroldo Dutra no CEERJ https://www.youtube.com/watch?v=M5CWZ3yvR7I
ü  Livro: O Evangelho por Emmanuel: Comentários às Cartas de Paulo FEB
ü  Música: Vaso escolhido – Gladston Lages e Tim cantada por Tim e Vanessa
ü  Vídeo: Chico Xavier revela Padre Manoel da Nóbrega na fundação da cidade de SP https://www.youtube.com/watch?v=BbMBFLJHTG8
ü  Vídeo: Biografia de Paulo de Tarso pela FEB TV https://www.youtube.com/watch?v=FInOhdjmsL4

ü  Carta aos Coríntios declamada  por Carlos Vereza no 3º Congresso Espírita: https://www.youtube.com/watch?v=FB7SOwj4c-w


João Batista, o precursor do Cristo


Tema do mês: Cristianismo                          Data: 03 de novembro 18
Objetivo: Reconhecer a importância de alguns personagens biblícos na consolidação do cristianismo ao longo do tempo.

Tema da aula: João Batista, o precursor do Cristo
Objetivo da aula: Mostrar aos jovens que através de algumas figuras importantes do cristianismo, como a de João Batista, podemos ilustrar alguns ensinamentos de Jesus com o arrependimento, mudança de comportatmento e o perdão.

Evangelizadora: Mônica Leal

Prece Inicial: 3´

Iniciação: Travessia 10´

Indicação: 12 a 15 anos.
Objetivo: Trabalhar o espírito de cooperação.
Enfoque: Fraternidade
Desenvolvimento: Duas pessoas querem atravessar um riacho, cujo leito está cheio de pedras pontiagudas. Uma pessoa está descalça e a outra de tamancos. No meio do riacho, a que está descalça pára, aflita porque está com os pés em feridas.
O que fazer? Pensa a que está calçada com os tamancos?
Deixar a solução por conta dos participantes dos grupos, abrindo depois de alguns minutos para discussão do grupão com as soluções.
Serão apresentadas várias soluções e discutir todas vencendo aquele que conseguir responder que levaria a pessoa descalça no colo.  Falar sobre a fraternidade e sua importância.

Desenvolvimento: 1ª parte: vida de João Batista (15´)
2ª parte: Discutir passagens da bíblia relacionando o cristianismo ao espiritismo (15´)
Levar alguns trechos da vida de João Batista aos jovens para que eles possam colocar em ordem cronológica.

·         sua última encarnação como profeta Elias
·         Renasce como João Batista, filho de Zacarias e Elisabet
·         Zacarias recebeu anúncio do anjo Gabriel que teria um filho e seu nome seria João
·         No ventre de sua mãe : reconhecimeto de Jesus que também estava no ventre de Maria
·         Batismo no rio Jordão: símbolo do batismo era a purificação espiritual, o mergulho no arrependimento, na mudança de comportamento, no perdão
·         Pregava naquela época avisando que era necessário se arrepender dos pecados, perdoar, ajudar uns aos outros e amar porque o Messias já estava por perto.
·         Preso e decaptado após Salomé pedir sua cabeça. Ele era a única pessoa que tinha coragem de enfrentar o rei e dizer as verdades.
·         Ele é a demonstração da misericórdia divina através da evolução pelas diversas vidas. Por suas atitudes inflamadas 400 adoradores de Baal foram decaptados e agora ele resgata sendo apenas ele mesmo decaptado e se redimido
Após os jovens colocarem as frases na ordem correta, ir complementando com mais informações sobre a vida de João Batista.

2ª parte
Distribuir aleatóriamente as passagens:
1.“Não pode ver o reino de Deus, senão aquele que renascer de novo.”
A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação

2.Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S. MATEUS, 16:13 a 17; S. MARCOS, 8:27 a 30.)
Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade, te digo que se um homem não renascer da água e do espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do espírito é espírito. Não te admires de que eu te tenha dito: é necessário que torneis a nascer.
3.Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso – porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. – Disse então Herodes: “Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?” E ardia por vê-lo. (S. MARCOS, 6:14 a 16; S. LUCAS,9:7a9.)

Ora se João Batista era Elias, houve então a reencarnação do Espírito de Elias no corpo de João Batista.
As próprias palavras de Jesus não permitem dúvida a tal respeito. Eis o que se lê no Evangelho de São João, capítulo III: 
4.Respondendo a Nicodemos, disse Jesus: Em verdade, em verdade, te digo que se um homem não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.

O essencial está em que o ensino dos Espíritos é eminentemente cristão; apóia-se na imortalidade da alma, nas penas e recompensas futuras, na justiça de Deus, no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo.
Reconheçamos, portanto, em resumo, que só a doutrina da pluralidade das existências explica o que, sem ela, se mantém inexplicável; que é altamente consoladora e conforme a mais rigorosa justiça; que constitui para o homem a âncora de salvação que Deus, por misericórdia, lhe concedeu

Conclusão: (5´)  qual é a ligação da dinâmica com a aula de hoje? Deixá-los a vontade para falarem... e dizer que João Batista foi quem antecedeu a chegada de Jesus na Terra, e que através de seu arrependimento, mudanças de atitudes, perdão, coloca em prática os ensinamentos de Jesus. Essa atividade ilustra uma pequina parte para nosso desenvolvimento como cristãos que é o da fraternidade, de olharmos e ajudarmos o nosso próximo. Nessa aula podemos refletir sobre nossas imperfeições e procurarmos um novo recomeço, sem culpa, mas de coração aberto para exergá-las e quando necessário, corrigí-las, pensando no bem, no amor e na fraternidade.

Fechamento: Música: Atitudes de amor (5´)

Bibliografia:
ESE Cap.IV Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo
LE Q222




















sábado, 27 de outubro de 2018

Bem-aventurados os mansos e pacíficos


Tema do mês: As Bem-aventuranças                                                                Data: 27 Outubro 18
Objetivo Formativo: Perceber que a ética contida nas bem-aventuranças é base para o bem viver.
Tema da aula: Bem-aventurados os mansos e pacíficos                         
Objetivo da aula:  discutir e refletir sobre as possibilidades de se tornar um pacificador.
Evangelizador: Wilma Maria Roberto

Pacífico é um amigo da paz.
 Pacificador é aquele que, além de pacífico, trabalha, age, em favor da paz. “

Material a utilizar:
Caneta, lápis de cor, canetinha, cartolina, caixa de som.

Prece inicial: 03´

Incentivo Inicial: 5´ PAZ x PÁS
Onde será mesmo que estamos vivendo, num mundo de paz ou de guerra?
Opa, só um minuto. Eu perguntei ai dentro do seu mundo, do seu coração...
Quem é você na sua casa com sua família? E na escola? Com os amigos? Com aquelas pessoas difíceis? Na rua, nos locais que frequenta em geral?
E agora se pensarmos em humanidade...

Desenvolvimento: 35´ Que tal se tornar um Embaixador da paz?
Trazer à tona a discussão sobre o que significa ser Manso e Pacífico no nosso cotidiano. Como fazer isto num mundo tão caótico, cheio de brigas, guerras e violência? Será que estamos melhorando?
Será que Jesus não exagerou na dose em pedir mansuetude e paz plenas???
Será possível ainda na Terra? Quando, como?
Trazer exemplos de algumas pessoas que decidiram se mobilizar pela paz no mundo das mais diversas formas (mostrar no ppt as figuras e principal atividade): focar em 6 personagens que ganharam o Prêmio Nobel da Paz estabelecido desde 1901; apenas não condecorou nos anos em que o mundo viveu em Guerra Mundial e nosso embaixador da Paz, Divaldo Franco.
Exemplos: Jean Henri Dunant (1º nobel da paz), Martir Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Desmond Tutu, Malala e Divaldo Franco.

Depois destas histórias reais e inspiradoras, será que eu também posso ser um agente da paz no mundo? Posso ser um colaborador de Jesus na construção de um mundo melhor para se viver?
Depende de mim, das minhas escolhas, do meu querer. Lembremos que Jesus nos afirmou que somos a luz do mundo e se quisermos poderemos fazer tudo que Ele fez e muito mais.
Se eu estiver disposto, posso começar a transformar minhas atitudes cotidianas mais simples: tom de voz, minha verbalização, meus pensamentos, meu convívio com minha família, amigos e pessoas mais difíceis.
Algumas escolhas a fazer:
ü  Calar ao invés de discutir no “calor do desentendimento”
ü  Orar nos momentos difíceis, de dúvida ou tristeza
ü  Abraçar alguém ao invés de brigar
ü  Pedir desculpas ou se não conseguir verbalizar pessoalmente, posso fazer pelo pensamento, pelo “sono”.
ü  Mudar de assunto quando o tema for “maledicência”, desrespeito, confusão
ü  Sorrir, cantar, sentir-se bem que as boas vibrações vão contagiar o ambiente, as pessoas
ü  Respeitar as diferenças: opinião, credo, lazer, sexo, alimentação etc.
Conclusão: 15´Campanha “Eu sou da paz e você?”
Colocar uma cartolina no chão e propor que todos juntos transformem este pedaço de papel numa bandeira que será um símbolo da nossa mobilização pela paz.
Pedir para que eles coloquem sua contribuição pela paz através de um desenho, palavra ou frase. Enquanto isto, colocar a música do Nando Cordel como momento de inspiração.

 

Paz Pela Paz - Nando Cordel

A paz no mundo começa em mim
Se eu tenho amor com certeza sou feliz.
Se eu faço o bem a meu irmão
Tenho a grandeza dentro do meu coração.
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor.
Paz pela paz pelas crianças,
Paz pela paz pelas florestas,
Paz pela paz pela coragem de mudar.
Paz pela paz pela justiça,
Paz pela paz a liberdade,
Paz pela paz pela beleza de te amar

Prece final
Aproveitar a bandeira que desenhamos e conduzir na prece de encerramento que juntos vibremos nossos melhores sentimentos para que a paz proposta por Jesus esteja em nossas vidas e que coloquemos a nossa bandeira junto aos benfeitores espirituais que trabalham pela paz no Brasil e no planeta Terra. Lembraremos de Ismael que recebeu de Jesus a incumbência de ser o protetor espiritual do Brasil onde foi trazida a árvore do Evangelho para cá e fincada a bandeira espiritual escrita “Deus, Cristo e Caridade”.

Bibliografia
ü  EADE FEB Livro II, Módulo II, Roteiro 1 Ensinos diretos de Jesus, As Bem-aventuranças
ü  ESE Cap.9 Bem aventurados os mansos e pacíficos
ü  Palestra de Haroldo Dutra: Bem aventurados os mansos e pacíficos https://www.youtube.com/watch?v=IBC_IzkQD5o
ü  Música: Paz pela paz – Nando Cordel
ü  https://pt.wikipedia.org/wiki/Nobel_da_Paz

Bem-aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5:9).
Há uma diferença fundamental entre “pacífico” e “pacificador”.
Pacífico é um amigo da paz. Pacificador é aquele que, além de pacífico, trabalha, age, em favor da paz.
O pacífico, às vezes, pode ser passivo. O pacificador, necessariamente, tem que ser ativo, atuante.
Jesus, aceitando, por amor, a cruz do calvário, revelou-se pacífico. Perdoando os algozes, os agentes da crucificação, tornou-se pacificador.
Sabemos que Deus é Pai de todos nós, mas, por orgulho ou amor próprio, nem sempre o homem reconhece a paternidade divina. À medida, porém, que se estreitam os laços entre a criatura e o Criador, passamos a nos ver como irmãos. Tomamos consciência, assim, da posição de “filho de Deus”. A pessoa que trabalha na redução de dificuldades e de discórdias, produz paz e entendimento entre os homens. Reflete o pensamento divino, no campo em que está posicionado, agindo como verdadeiro filho, ao honrar, com todos os méritos, o Pai de bondade e misericórdia.
O trabalho de pacificação deve ser inspirado num profundo amor aos semelhantes, livre de amarras do sentimentalismo, desenvolvido por uma mentalidade esclarecida e equilibrada, que só se manifesta plenamente quando alicerçada na paz.
Bem-aventurados os pacificadores que toleram sem mágoa os pequenos sacrifícios de cada dia, em favor da felicidade de todos, que nunca atiçam o incêndio da discórdia com a lenha da injúria ou da rebelião, porque serão considerados filhos obedientes de Deus.


domingo, 7 de outubro de 2018

O Sermão da Montanha


Tema do mês: As Bem-aventuranças                                                                Data: 05 Outubro 18
Objetivo Formativo: Perceber que a ética contida nas bem-aventuranças é base para o bem viver.
Tema da aula: O Sermão da Montanha                   
Objetivo da aula:  trazer à tona a utilidade do Sermão da Montanha inclusive para nossa vida cotidiana.
Evangelizador: Wilma Maria Roberto

Se se perdessem todos os livros sacros da Humanidade e só se salvasse O SERMÃO DA MONTANHA, nada estaria perdido” Gandhi

Parece estranho trazer um sermão que já conota algo cansativo, “doutrinador”, chato para aplicar de forma prática, útil e leve nas nossas vidas. Eis a questão a ser proposta para reflexão da aula em como eu posso ser alguém bem-aventurado, feliz apesar das dores deste mundo.

Material a utilizar:
Caneta, papel, caixa de som.

Prece inicial: 03´

Incentivo Inicial: 5´ Socorro, posso pedir para sair daqui?
Você está confortável em viver na sua cidade, Estado, país, planeta Terra hoje? Por quê?
O que te incomoda, inquieta, amedronta?

Desenvolvimento: 35´ Eu conheço alguém que pode nos ajudar e você?
Você acha que existe um manual, um guia prático de conduta para ajudá-lo a ser feliz?
Existiram, existem e continuarão surgindo vários “gurus” mundo afora vendendo livros de autoajuda, manuais de bem-viver, cursos, vivências etc.
Contudo, há mais de dois mil anos, o espírito mais puro e evoluído foi enviado à Terra para exemplificar como é possível vir a ser melhor. Lembra da pergunta 625 de O Livro dos Espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Vede Jesus. ”
Então, é este Jesus, o Cristo de Deus que numa daquelas tardes de um céu azul profundo, traz o próprio Guia de Bem viver para a humanidade mais conhecido como “Sermão da Montanha”.
O que será que ele falou? Vamos relembrar?
Colocar as bem-aventuranças em vários papéis separados e distribuir entre eles, pedir para cada um dizer o que ele acha que significa para sua vida, seu mundo.
Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, por que deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, por que eles serão consolados; bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; bem- aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós “(Mateus 5:1-12).

Conclusão: 10´Música Cristo, estou aqui
Distribuir papel e caneta.
Que tal pensarmos em fazer um bolo bem gostoso, o seu preferido. Quais ingredientes você acha que são usados para fazê-lo?
E se você fosse este bolo? Quais atitudes, sentimentos você acha que precisa para ser um espírito melhor?  Pedir para que cada um escreva a sua “receita”.
Depois disto, pedir para que eles fechem os olhos e se imaginem naquele cenário que vai ser cantado e deixar seus sentimentos se embalarem.
Música: Cristo, estou aqui - Cacá Rezende
Naquela tarde azul eu pude te sentir
No monte Galileu teu chamado eu compreendi
Então meu coração de esperanças palpitou
Uma alegria imensa me invadiu, me levantou
Cristo, estou aqui tão pequenino a te seguir
Tomo a minha luz e sou fermento do Evangelho de Jesus

Prece final
Utilizar o clima proposto e fazer a prece de encerramento pedindo à Jesus que nos ilumine, inspire e abençoe para que sejamos um fermento do bem no planeta Terra.

Bibliografia
EADE FEB Livro II, Módulo II, Roteiro 1 Ensinos diretos de Jesus, As Bem-aventuranças

Entrevista com Wellerson Santos: Sermão do Monte https://www.youtube.com/watch?v=pAVn8NlSz8Q

Palestra de Haroldo Dutra: Sermão do Monte, caminho para a felicidade https://www.youtube.com/watch?v=9owuwINI3y0
Música: Cristo estou aqui – Cacá Rezende