Tema
do mês: Cristianismo Data: 10 Novembro 18
Objetivo
Formativo: Reconhecer
a importância de alguns personagens biblícos na consolidação do cristianismo ao
longo do tempo.
Tema da aula: Paulo de Tarso:
de Saulo a Propagador do Cristianismo.
Objetivo da
aula: despertar a possibilidade
de vir a ser melhor através das experiências de transformação de Saulo em
Paulo.
Evangelizador: Wilma
Maria Roberto
“Saulo, Saulo por que me persegues?” “Senhor, o que queres que eu faça? “
“Ama. Trabalha. Espera. Perdoa”
“Já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive
em mim”.
A história de transformação moral de Paulo de Tarso é
complexa, intensa, forte, apaixonante e cheia de lições em toda a sua etapa.
Todos os personagens, os cenários, as situações são de uma riqueza intrigante
que nos faz refletir sobre as nossas histórias de vida ao longo da nossa
trajetória de espírito eterno.
O que seria de Saulo sem Estevão? Como seria se ele
tivesse usado sua potência de amor à Moisés e aceito que Jesus era a
continuidade de tudo, o próprio Messias anunciado?
Será que nos atentamos aos Estêvão, Abigail, Ananias, Áquila
e Prisca, Barnabé, Pedro, Lucas, Eunice, Timóteo que aparecem nas nossas vidas?
O desafio é transmitir em 50 minutos a essência desta
história de transformação espiritual possível e alcançável para todos nós que
estivermos dispostos e decididos a se despojar do homem velho para nascer o
novo ser.
Material a utilizar:
Caneta,
lápis de cor, canetinha, cartolina, caixa de som.
Deixar
algumas músicas tocando antes de começar a aula: Vaso Escolhido, Atitudes de
Amor, A Bila
Frases
de Paulo colada nas paredes da sala.
“Tudo
é permitido, mas nem tudo edifica”
“Ainda
que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se eu não tivesse a caridade,
seria como bronze que soa ou como címbalo que tine”
“Quando
era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como
criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da
criança...”
“Já
não sou eu quem vivo, mas o Cristo que vive em mim”
Cartolina
com um grande vaso desenhado a lápis bem clarinho e suave: vou desenhar um vaso
largo na base que se afunila no topo para retratar que à medida que vamos
aprimorando nossos valores morais, sentimentos e atitudes, a “porta” dos
desafios vai se estreitando, exigindo mais consciência, foco, responsabilidade,
determinação até que atinjamos a perfeição.
Dinâmica
da aula: o
vaso desenhado na cartolina representa Paulo que é o vaso escolhido por Jesus
para disseminar o Evangelho. Sua vida será dividida em 4 partes a saber:
1:
base será sua história de vida como Saulo, da infância, estudo, papel como juiz
e defensor de Moisés
2:
estrada de Damasco e encontro com Jesus Cristo,cegueira, Ananias
3:
deserto e processo de transformação
4:
missão, viagens, cartas e disseminação do Cristianismo
A
cada etapa, focar no ponto central do que a história traz de lições para nós;
pedir para os evangelizandos eleger qual frase que está colada na parede
retrata o que aprendemos e qual sentimento ou virtude eles podem aprender com
ela. Daí escrever no seu vaso pessoal aquele sentimento e escrever também no
vaso Paulo.
Prece inicial: 03´
Incentivo Inicial: 5´
Você já pensou alguma vez que é uma pessoa especial,
escolhida por Deus para realizar algo importante?
Abrir a aula fazendo este questionamento e
entregando a cada um o rascunho de um vaso no papel e pedir para que eles
estejam atentos às orientações que vão receber.
Desenvolvimento: 35´ Que vaso é este?
Colocar na lousa o
“rascunho” do vaso dividido em 4 partes e começar a dinâmica:
Parte 1: a base Saulo de Tarso
Saulo (nome
hebraico) nasceu em
Tarso, capital da Cilicia, no início do séc. I da nossa Era. Ele era de uma
família abastada, judaica da tribo de Benjamim. Estudou num dos colégios mais
famosos da época, teve forte influência dos filósofos gregos, aprendeu a falar
vários idiomas (grego, hebraico e latim) e teve como preceptor, orientador e
mestre, o rabino Gamaliel.
Era um jovem bonito, musculoso, praticava a
corrida de bigas; temperamento forte, orgulhoso, disciplinado e justo, defendia
as leis judaicas e Moisés. Pelo seu empenho, brilhantismo e inteligência se
tornou um doutor da lei do Sinédrio de Jerusalém; homem poderoso e influente.
Jesus havia sido crucificado e os cristãos
passaram a ser perseguidos na região de Jerusalém. Saulo, defensor de Moisés,
prende alguns integrantes da Casa do Caminho e os condena à morte; mas a pedido
de Gamaliel ele liberta Paulo e Tiago, no entanto, Estevão é condenado por
tê-lo vencido num discurso no sinédrio e o deixado sem argumentos em favor do
Cristianismo.
Na tarde do apedrejamento, ele descobre que
Estêvão era Jesiel, o irmão desaparecido da sua amada noiva Abigail e ele
praticamente enlouquece de ódio, inconformismo por ter sido o causador da morte
do cunhado que antes dos últimos suspiros aconselha a irmã a permanecer com o
noivo que era um homem bom, justo e que apenas ainda não conhecia Jesus.
Aquele amor e perdão eram insuportáveis para
Saulo que rompe com a noiva e fica ensandecido de tanta dor, vergonha e
orgulho.
Parte 2: estrada de Damasco e encontro
com Jesus Cristo,cegueira, Ananias
Após
um tempo longe da noiva Abigail, ao visitá-la na casa onde ela tinha sido
acolhida, ele a encontra moribunda, convertida ao Cristianismo por Ananias e
ela morre em seus braços falando em nome de Jesus.
Ele
fica praticamente cego de tanta dor, ódio, não consegue imaginar que o tal
cristianimos acabara com sua vida, seus planos de casamento e amor e sai
enfurecido de tristeza e indignação. Traça um plano detalhado para exterminar o
tal Cristianismo, com argumentos bem pautados em defesa ao judaísmo e Moises,
ele recebe aprovação e liberdade total do Sinédrio e parte rumo à Damasco para
exterminar os cristãos daquela cidade, principalmente Ananias que havia
convertido sua noiva.
Ao
adentrar na cidade, Saulo vê um vulto, os animais param e seus soldados não
entendem nada porque ele cai no chão e começa a falar sozinho.
Apenas
Saulo pode ver o Mestre Nazareno e conversar com ele.
Saulo
questiona: “quem és tu?”
Jesus
responde: “sou eu, Jesus. Saulo, por que me persegues?”
E
Jesus começa a explicar a Saulo que de nada adiantava perseguir e matar as
pessoas, que a violência não era a melhor opção para um seguidor de Moisés e
que ele era seu escolhido.
Eis
que embevecido com aquele magnetismo de puro amor, serenidade e força
desconhecidas, que Saulo simplesmente responde “Senhor, o que queres que eu
faça?”
E
Saulo fica cego, humilhado, inseguro; seus soldados acham que ele enlouqueceu e
ele fica numa pousada humilde e pequenina por 3 dias sozinho, sem comer ou
beber, aguardando a promessa de Jesus que enviaria uma pessoa para orientá-lo.
Eis
que Ananias, o perseguido, lhe aparece em nome de Jesus, cura seus olhos, o
leva à igreja de Antioquia onde ele vê um local humilde, sem nenhum luxo,
alugado por uma moça solteira com um filho doente que vivia daquele aluguel
para sustentar seu filho e inicia sua trajetória de conhecer e estudar o
Cristianismo e se conhecer, se transformar.
3: deserto e processo de transformação
Saulo retorna à sua cidade para contar o que aconteceu, mas todos o
entendem por louco diante de tantas perseguições, mortes e repentinamente vir
com a tal história da cegueira, do encontro com
Jesus e agora dizer que Ele é o Messias.
Ninguém o acolheu, perdeu seu cargo, suas posses institucionais e
materiais, seus amigos
e até seus familiares o negaram. Seu pai lhe dá uma quantia em $ e ele se sente
triste, abatido, desolado e procura por Gamaliel, seu mentor de toda a vida
para se aconselhar. Felizmente Gamaliel era sábio e já tinha seu coração
convertido ao Cristianismo e o orienta a estudar a tal Boa-Nova para que ele de
fato pudesse prosseguir sua missão e trabalhar no tear, profissão que ele havia
aprendido na escola de preparação.
E
assim ele faz, vai para o deserto porque precisava ficar a sós com ele mesmo;
compreender tudo aquilo que estava acontencendo, mergulhar profundamente nos
estudos e em si mesmo.
Foi
acolhido por duas almas amorosas: Áquila e Prisca, um casal cristão que se
retirou para o deserto pela perseguição judaica. Ali ele aprende muito sobre
Jesus, sobre convivência cristã, estuda e trabalha no tear. Ao longo do tempo,
ensaia confessar quem ele realmente era, o tal perseguidor Saulo e mesmo assim,
Áquila e Prisca o perdoam e o encorajam a perseverar na vida nova.
Após
três anos no deserto, decide retornar à cidade e ao tentar pregar o Evangelho é
perseguido. Ele decide procurar a Casa do Caminho para se acolher e é negado,
pois os apóstolos temiam que fosse uma emboscada. Até que no calar da noite,
Pedro decide recebê-lo e Saulo conta tudo que aconteceu nos últimos anos e
Pedro decide acolhê-lo naquela noite.
4: missão, viagens, cartas e
disseminação do Cristianismo: FÉ, CARIDADE e ESPERANÇA
Desde
então na Casa do Caminho, inicia uma linda história de disseminação do
Evangelho de Jesus cheia de dificuldades, provações, testemunhos, perseverança, coragem,
determinação e fé.
Saulo
muda seu nome hebreu para PAULO, nome latino.
Ele
conhece Barnabé, uma alma boa, corajosa, cristã e juntos começam a peregrinação
mundo afora. Ele ajuda os discípulos, os cristãos, aproveita do seu domínio das
leis, dos idiomas, da experiência sobre administração e peregrina peregrina por
diversas cidades, levando o evangelho de Jesus ao maior número de pessoas
possível.
Seu
espírito corajoso, determinado, seu domínio da oratório e magnetismo pessoal o
ajudaram a perseverar e cumprir sua missão de vaso escolhido de Jesus de levar
Sua palavra aos corações.
Viajou
para diversos países incluindo Grécia, Espanha, Itália.
Sofreu
de tudo: rejeição, apedrejamento, naufrágios, privações físicas, prisões, tudo
em nome de Jesus Cristo. Somente após 14 anos de pregação que ele foi
reconhecido e aceito pelos apóstolos da Casa do Caminho em Jerusalém.
Ele
não conseguia dar conta de tantas igrejas que havia fundado, numa noite de
tristeza profunda porque se sentia incapaz de atender a missão que Jesus havia
lhe confiado; Ele vê Jesus que o orienta a escrever cartas orientando os
cristãos no seu proceder e lhe prometeu que Estevão seria seu orientador e guia
em nome dEle. Daí ele começou a escrever
a fim de otimizar seu tempo e atender as necessidades das diversas comunidades
pelas quais ele já havia passado. Então ele pedia ajuda aos seus seguidores,
ditava as cartas, escrevia outras. E assim transcorreram por 30 anos sob a
orientação de Estêvão.
ð Lembram de Lucas, o
evangelista? Era um discípulo de Paulo, médico grego, que começa a escrever o
Evangelho a pedido de Paulo que alegava que não ter tempo de vida útil para concretizar
esta façanha.
Ele
cumpre sua missão: apoia e leva o amor de Jesus aos corações, escreve
praticamente 30% do Evangelho (dos 7.947versículos do Novo Testamento, 2.335
são de sua autoria); seguido por Lucas (27% e João (18%).
Sua
despedida do mundo físico:
Na
última prisão sofreu 39 açoites, conseguiu entrar em êxtase e simplesmente
entrar em contato com Jesus, pois não sentia mais nada, seu espírito estava
absolutamente fortalecido e em paz.
Em
Éfeso se despede de João Evangelista após ser condenado à prisão. Tinha
consciência de que sua vida física estava chegando ao fim após cumprir sua
missão. Também escreve sua última carta à Timóteo, seu filho do coração, um
jovem de 16 anos com quem nutriu relação paternal, deixando orientações para
seguir adiante com uma vida de homem reto e feliz.
O
soldado antes de decepar sua cabeça titubeou, não conseguiu fazê-lo diante
daquele ancião, de elevada força moral que o convidava a cumprir sua tarefa.
Foi
o chefe da guarda quem o fez. Mas ele já estava em paz, de coração aliviado e
sensação de missão cumprida.
Ao
despertar no mundo espiritual ele se sente cego novamente. E ouve passos,
encontra com Ananias que vem novamente abrir seus olhos para contemplar a vida
eterna. Venceu seus piores inimigos, os que habitam em nós. Ele pede para orar,
para vibrar e visitar os amigos que ficaram na Terra; depois da sua visita
espiritual, avistou Jesus, Abigail e Estêvão.
E Jesus lhe diz: “Sim Paulo, sê feliz, vem agora aos meus braços, pois é
da vontade de meu Pai que os verdugos e os mártires se reunam para sempre no
reino de Deus”.
Conclusão: 10´Eu sou o vaso
escolhido
Com o vaso “Paulo” preenchido
com as palavras de Paulo, lições e sentimentos de cada um de nós; que tal
observar nosso vaso e pensar no meu próprio vaso? Que vaso eu quero ser (vida,
oportunidades de crescer, de vir a ser melhor)?
Após eles refletirem,
encerrar com a declamação da Carta aos Coríntios (começar vídeo em 1:06).
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Vaso coletivo - fim da aula |
Prece final
Aproveitar a energia da
determinação, do esforço, da dedicação e do êxito de vir a ser melhor de Paulo
de Tarso, vamos rogar à Jesus que fortaleça nossos melhores propósitos no bem!
Bibliografia
ü Livro: EADE FEB Livro I, Roteiros 12-13 A conversão e missão de Paulo de Tarso, As
viagens de Paulo
ü Lítero musical com seminário de Haroldo Dutra: Paulo e Estêvão
ü Palestra: Paulo, o apóstolo dos gentions – Palestra de Haroldo Dutra no
CEERJ https://www.youtube.com/watch?v=M5CWZ3yvR7I
ü Livro: O Evangelho por Emmanuel: Comentários às Cartas de Paulo FEB
ü Música: Vaso escolhido – Gladston Lages e Tim cantada por Tim e Vanessa
ü Vídeo: Chico Xavier revela Padre Manoel da Nóbrega na fundação da cidade
de SP https://www.youtube.com/watch?v=BbMBFLJHTG8
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